segunda-feira, 24 de outubro de 2016

#Entrevista | NoLedge - lá fora cá dentro

Boa noite :)

Há uma coisa que me faz uma ENORME confusão ainda me faz conseguirem fazer com que a "ridícula" Maria Leal cresça no mundo da música e se sinta uma boa cantora quando nem sequer o é. As únicas coisas que faz é passar vergonhas diante do palco e fazer com a música portuguesa piore perante os olhos dos estrangeiros. Sim, porque não podemos chamar ao que ela faz de música. Pode ser tudo menos isso! Como conseguem dar visibilidade àquela aberração nacional? Pior! Como é que a levam a ir atuar ao Urban como se fosse um DJ de qualidade? Por amor de Deus. Realmente há coisas que me chocam. É bom que entendam que o que digo da "nossa querida Maria Leal" se passa com outros artistas portugueses, os quais não podemos, nem de perto, denominar de cantores.

E mais, sempre me fez um bocado confusão como os artistas portugueses conseguem tornar-se conhecidos, ter visibilidade, reconhecimento. Como se conseguem tornar visíveis nesta sociedade oca e fútil em que nos encontramos. Sociedade essa que apenas liga àquilo que a televisão nos mostra e o que passa no rádio. Será que não conseguem ir mais além? Será que não conseguem sair daquela caixa onde se encontram? Será que não entendem que essa caixa onde estão vos limita e não vos permite conhecer um mundo lá fora e que pode trazer-vos muito mais vida? Será que não entendem que há muito mais vida para além da redoma onde vivem? Há uma realidade lá fora (lá fora cá dentro).

  1. Qual é o teu nome?
Ricardo Chainho (o resto fica para mim ahah).

     2.     Com que idade começaste a cantar?
      Por volta dos 21/22 anos.
   
           3. Vês o hip hop como um estilo de vida?
       Vejo o hip hop como um modo de ser ou estar. É algo onde sou completamente livre para expressar qualquer tipo de sentimento que esteja a sentir no momento ou que já senti…Retratar fases da minha vida, entre outras coisas. É o meu refúgio! É algo que tu primeiro sentes e depois começas realmente a fazer. Não sei bem como explicar. Mas comigo foi assim.

         4. Cantar, criar as tuas músicas e escrevê-las é uma paixão para ti. Quando começou a ser?
       Sempre escondi o gosto que tenho pela música e pela escrita. Quem me conhece bem sabe que sempre fui (e ainda sou) uma pessoa envergonhada/introvertida. Mas este gosto já vem desde dos meus 12 anos. O meu pai tinha uma banda de rock amadora “Bota Cardada” e compunha as suas letras. Então foi como se esse “gene” já estivesse cá dentro (tanto de mim como do meu irmão – ChainhoGSF) e a partir daí não parei mais. Só mais tarde e com outra forma de ver é que me dediquei ao que fazia. Aos 21 anos surgiu a primeira oportunidade de gravar no estúdio JackpotBcv (vejam o trabalho dele) e desde então que trabalhamos juntos.

         5. O que achas de como é vista a arte em Portugal?
        Não sou um grande entendido dos vários tipos de arte ou artistas em Portugal mas no que diz respeito à música, que é a vertente onde me enquadro, eu vejo as coisas de duas perspetivas: ou és realmente muito bom e és capaz de chegar longe com aquilo que fazes, da maneira que realmente queres fazer. E a meu ver esses artistas, os verdadeiros artistas, tornam-se intemporais. Ou então és alguém que não passa de um momento de fama precoce, de alguém que a indústria espreme ao máximo para tirar o proveito num curto espaço de tempo acaba.

       6. Achas que os artistas poderiam ser mais reconhecidos?
       Poder poderiam. No entanto, como nós temos vindo a assistir, a indústria musical tem vindo a focar-se em “artistas” momentâneos. Aqueles que te garantem clientela independentemente do seu valor artístico. Vivem à base das receitas e não do valor que cada um tem. Daí eu reforçar e tirar o chapéu a quem consegue atingir o topo sem ceder à indústria. Seja em que vertente for, mas principalmente na minha – hip hop/rap. Hip hop onde ainda existe muito preconceito, preconceito disfarçado de censura.
 
       7. O que achas que poderia mudar em Portugal para os artistas terem um maior reconhecimento?
      A meu ver já começa a existir uma certa mudança. Mas a maior de todas seria na mentalidade de quem tem o poder de realmente mudar alguma coisa. De quem organiza os eventos e de quem tem alguma influência no meio. Investirem mais em quem tem realmente talento. E também mudar e educar um pouco o nosso público. Saberem ver onde há talento e não o confundir com pessoas que estão aqui de passagem…que são entertainers por aí. No fundo serem mais seletivos.

       8. Quanto à tua música, o que mais a caracteriza?
       A minha música é o reflexo de quem eu sou. Tento sempre transmitir o que estou a sentir no momento em que estou a escrever para quem a oiça possa sentir o mesmo. Algo mais ligado à poesia e ao sentimento.

      9. Se tivesses de definir a tua música com uma palavra, qual seria?
      Essa é uma pergunta difícil. Para mim…liberdade.

      10. Se tivesses uma proposta e pudesses fazer apenas da música a tua vida. Como te sentirias?
      Sentir-me-ia a pessoa mais realizado do mundo e a sonhar constantemente.

      11. Como vês pessoas como a Maria Leal, Zé Cabra e outros “cantores” portugueses serem reconhecidos nacional e quem sabe internacionalmente e pessoas que têm talento como tu terem de lutar tanto para conseguirem ter visibilidade?
      É continuar a trabalhar muito e não deixar que nada te impeça de fazeres aquilo em que acreditas. Se fores suficientemente bom mais cedo ou mais tarde o teu trabalho vai gerar frutos. Em relação a esses artistas prefiro não comentar, cada um faz como quer.
   
      12. Se pudesses mudar alguma coisa na sociedade portuguesa, o que mudarias?
      A mentalidade.

      13. E quando nos presenteias com uma nova música tua? Novos projetos idealizados?
      No dia do meu aniversário, dia 1 de Novembro, sairá mais um videoclipe do meu próximo som: NoLedge – É muito mais que um som.

      O Ricardo pode ainda não ser um artista muito conhecido e com muita visibilidade no que respeita ao mundo das artes, mais especificamente no mundo da música. A verdade é que o talento dele é notável e percetível. Ele, sem qualquer dúvida, que tem um jeito nato para esta área.

   Querem saber onde podem encontrar os diversos talentos do Ricardo?
    Podem ver o canal dele no youtube e até subscrever, basta irem aqui:
    -> https://www.youtube.com/channel/UCuOd4E33VBTF7y4ORf0QBbQ
    Assim estão aptos para verem todas as novidades e todos os trabalhos do Ricardo.
    Além do mais também podem segui-lo no instagram, aqui:
    -> https://www.instagram.com/noledgecanal/

       A música que mais gosto dele: https://www.youtube.com/watch?v=Bzi38ylHfis
       
       Espero que tenham gostado deste post diferente e que sigam realmente o trabalho do Ricardo. Acreditem em mim, vale mesmo a pena seguirem e subscreverem o canal dele, pois o trabalho e o talento dele são incríveis.

      Beijinhos e fifoquem muito!